
Legenda: Superliga Feminina de Vôlei 20252026 Jogo Fluminense x Minas Foto Mailson Santana Fluminense FC
A Superliga Brasileira de Voleibol entra em uma fase decisiva da temporada 2025/26, tanto no masculino quanto no feminino. Com equilíbrio técnico, ginásios cheios e jogos cada vez mais intensos, o campeonato reafirma seu status como principal competição de clubes do vôlei nacional, e um dos mais fortes do mundo.
Com a primeira fase em andamento e a aproximação da etapa classificatória final, o momento é de atenção redobrada para quem acompanha de perto o desempenho das equipes e o desenho dos confrontos que devem marcar os playoffs.
Como funciona a Superliga: formato e fases da competição
A Superliga é disputada em turno e returno, com todas as equipes se enfrentando duas vezes na fase inicial. Ao final dessa etapa os oito primeiros colocados avançam aos playoffs. As quartas de final e semifinais são disputadas em séries melhor de três jogos e a final acontece em jogo único, em sede previamente definida pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Os dois últimos colocados da tabela são rebaixados para a Superliga B.
Esse formato valoriza a regularidade ao longo da temporada e costuma provocar mudanças importantes na tabela rodada a rodada, especialmente no meio da classificação.
Quando começa a segunda fase classificatória?
A chamada reta final da fase classificatória começa a ganhar forma a partir da segunda metade do campeonato, normalmente entre fevereiro e março, quando:
As equipes já se enfrentaram ao menos uma vez;
O desgaste físico começa a pesar;
Elencos passam por ajustes táticos mais claros;
Confrontos diretos entre candidatos aos playoffs se intensificam.
É nesse momento que o campeonato costuma apresentar maior imprevisibilidade, com favoritos pressionados e times médios crescendo de rendimento.
Superliga Feminina: equilíbrio, tradição e novas protagonistas
A Superliga Feminina mantém um alto nível técnico e grande equilíbrio entre as equipes. Nos últimos anos, o campeonato tem mostrado uma alternância maior de forças, com projetos bem estruturados fora do eixo tradicional também ganhando protagonismo.
Equipe campeã da última temporada
O Osasco São Cristóvão Saúde é o atual campeão da Superliga Feminina. A equipe conquistou o título ao vencer o SESI Vôlei Bauru na final, encerrando um jejum de mais de dez anos sem levantar o troféu nacional e reafirmando sua tradição como uma das maiores forças do vôlei brasileiro.
Times em destaque na atual temporada
Além do Osasco, que busca embalar uma campanha consistente após o título, outras equipes chamam atenção:
Dentil Praia Clube: mantém elenco forte, regularidade e presença constante nas fases decisivas.
SESI Vôlei Bauru: finalista da última edição, segue competitivo e com bom desempenho coletivo.
Minas Tênis Clube: aposta na força do conjunto e na tradição recente em playoffs.
Esses times despontam como favoritos na briga pelas primeiras posições e pelo mando de quadra na fase final.
O que observar nos jogos femininos
Volume de jogo no fundo de quadra;
Eficiência no saque como fator decisivo;
Desempenho das opostas nos momentos finais dos sets;
Capacidade de reação após perder o primeiro set.
Superliga Masculina: força física, estratégia e favoritismo pressionado
A Superliga Masculina segue marcada por alto nível físico, jogos longos e estratégias bem definidas. A competição costuma ter favoritos claros no papel, mas com jogos frequentemente decididos em detalhes.
Equipe campeã da última temporada
Sada Cruzeiro – campeão da Superliga Masculina 2024/25, ampliando sua hegemonia recente no vôlei brasileiro.
Times em destaque na temporada atual
Vôlei Renata (Campinas) – elenco equilibrado e forte desempenho em casa;
Sesi-SP – intensidade física e bom sistema defensivo;
Minas Tênis Clube – consistência tática e bom aproveitamento nos playoffs recentes.
O que observar nos jogos masculinos
Aproveitamento do saque viagem;
Eficiência do side-out;
Gestão do desgaste físico em jogos longos;
Rendimento do levantador em momentos de pressão.
O que muda na reta final da Superliga
À medida que o campeonato avança, alguns fatores ganham ainda mais peso:
Elenco mais curto sente mais o desgaste;
Mandos de quadra passam a ser decisivos;
Confrontos diretos influenciam desempates;
Estratégias são ajustadas pensando exclusivamente nos playoffs.
Para o torcedor, é o momento mais emocionante da temporada. Para quem analisa desempenho, é quando os números começam a refletir com mais fidelidade a força real de cada equipe.
Por que a Superliga segue sendo referência no vôlei mundial
Com alto nível técnico, forte presença de atletas da seleção brasileira e projetos cada vez mais profissionalizados, a Superliga mantém seu papel central no calendário esportivo nacional. Feminina e masculina, a competição segue entregando jogos equilibrados, narrativas envolventes e decisões que se estendem até os últimos pontos.
Nos próximos meses, cada set pode definir o rumo da temporada, especialmente com a reta decisiva já desenhada no calendário. A Superliga Feminina 2025/26 terá sua final única marcada para 3 de maio de 2026, enquanto a decisão da Superliga Masculina acontece em 10 de maio de 2026, encerrando oficialmente a principal competição do vôlei nacional. Até lá, fases classificatórias, playoffs e confrontos diretos entre favoritos prometem jogos de alto nível técnico, onde detalhes como regularidade, mando de quadra e desempenho sob pressão ganham ainda mais peso, tanto dentro de quadra quanto na análise de quem acompanha e aposta no campeonato.



